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Angra dos Reis

Se os neutrinos oscilam, necessariamente eles apresentam propriedades que ainda precisam ser investigadas. Em particular, não se conhecem ainda detalhes sobre como os neutrinos do elétron se transformam em neutrinos do tau. Essa de Múons e Neutrinos da Antártida). Como o nome indica, esse experimento opera no pólo Sul e detecta neutrinos que provêm do hemisfério Norte celeste, depois de terem atravessado a Terra. Ele é formado por 19 cabos com comprimento entre 1,5 km e 2 km, cada um contendo 700 fotomultiplicadoras, como se formassem um gigantesco colar de pérolas. Cada sensor está acondicionado num invólucro plástico transparente, para agüentar a pressão das profundidades geladas.

MINOS

O Brasil também tem participação no Minos (sigla, em inglês, para Busca pela Oscilação de Neutrinos com o Injetor Principal), cujo objetivo é também estudar as oscilações dos neutrinos do múon. A diferença, nesse caso, é que a fonte dessas partículas é o acelerador (mais especificamente, o injetor principal) do Fermilab. O Minos trabalha com o feixe mais intenso de neutrinos criado pelo homem. Os detectores são formados por cerca de 6 mil toneladas de ferro e sensores (cintiladores). O primeiro deles fica a 290 metros da saída do feixe. O segundo está localizado numa velha mina de ferro em Soudan, no norte do estado de Minnesota, a 730 km dali. O K2K, no Japão, usou recurso semelhante. Em 4,5 anos de funcionamento, detectou 107 neutrinos, 44 a menos do que o esperado caso não houvesse a oscilação de sabor.

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