Computador Quântico
Crença no código (continuação)

Porém, recentemente, computadores em rede, conectados pela internet, ‘quebraram’ um código RSA. Isso mostrou que era só uma questão de força bruta computacional. Mas, para um computador quântico rodando o algoritmo de Shor, isso seria uma tarefa para lá de trivial: o processamento levaria segundos ou, no pior cenário, alguns poucos minutos.

Candidatos a Q-bits

Num computador clássico, um bit é representado fisicamente por um componente eletrônico dentro do chip. Para um q-bit (do inglês, quantum bit), já há uma lista de candidatos: íons aprisionados em armadilhas magnéticas; átomos e fótons armazenados em cavidades supercondutoras de eletricidade; átomos ocupando ‘vales’ de uma rede cristalina óptica (‘superfície’ que lembra uma caixa de ovos formada por ondas eletromagnéticas estacionárias); pontos quânticos (conjunto de elétrons confinados a dimensões nanométricas). Porém, um dos candidatos mais promissores é uma propriedade dos núcleos atômicos conhecida como spin nuclear, que pode ser grosseiramente comparada com a rotação de um objeto macroscópico. A diferença com o mundo macroscópico é que um spin nuclear, graças ao fenômeno da superposição de estados, pode ‘girar’ ao mesmo tempo nos dois sentidos, horário e anti-horário, o que, como se sabe, é impossível para um pião, por exemplo. A manipulação da informação contida nos q-bits seria feita por ressonância magnética nuclear, a mesma técnica empregada em exames médicos e conhecida há cerca de 50 anos.