Em um computador dos dias de hoje – denominado clássico pelos físicos –, um bit de informação pode assumir dois valores: zero ou um. Mas, na versão quântica desse equipamento, um bit pode representar, ao mesmo tempo, esses dois valores, graças a um fenômeno denominado superposição de estados. No mundo macroscópico, seria como se a face de uma moeda fosse, simultaneamente, cara e coroa, até que alguém decidisse observá-la ou efetuar uma medida sobre ela. Aí essa superposição se desfaria, e nossa moeda apresentaria ou cara, ou coroa.
Mundo estranho
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A lei de Moore implica que a tecnologia do silício está com seus dias contados. No entanto, o computador quântico só ganhou algum fôlego nas décadas seguintes, impulsionado por desenvolvimentos importantes. Em 1973, Charles Bennett, da empresa IBM, mostrou que seria possível fazer um computador no qual a informação que entra poderia ser recuperada a partir daquela que sai, algo que, em certos casos, é impossível para os computadores clássicos.