Assim como um guindaste pode posicionar pesados blocos de concreto para construir estruturas gigantescas, no outro extremo a ciência já é capaz de fazer algo semelhante com os átomos. Em 1989, uma empresa norte-americana conseguiu a façanha de manipular 35 átomos do elemento químico xenônio e escrever com eles seu nome sobre uma placa.
Hoje, com base nessa manipulação liliputiana, já é possível construir os chamados sistemas microeletromecânicos, como diminutos motores e engrenagens. Mas a escala de intervenção dessa área, comumente denominada nanotecnologia, pretende ir mais fundo: novos materiais que contenham grande número de elementos; supercondutores que conduzam eletricidade à temperatura próxima à ambiente; compostos com capacidade de se auto-reproduzirem, imitando processos biológicos; dispositivos ultra-sensíveis de medição. Será possível também estudar mais detalhadamente processos complexos ainda mal-entendidos, como turbulência, fraturas e aderência.
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Curral quântico com 76 átomos de cobre |